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Arqueoturismo

Projeto Arqueoturismo como Mitigação às Mudanças Climáticas

O Instituto Ecoss, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desenvolve o Projeto Arqueoturismo como Mitigação às Mudanças Climáticas, tendo como foco o Sítio Arqueológico Fecho do Morro, situado a apenas 3,5 km da comunidade quilombola Lagoinha de Baixo, em Chapada dos Guimarães (MT).

A iniciativa foi formalizada por meio do Termo de Execução Cultural nº 059429/2025 – Transferegov nº 985944, publicado no Diário Oficial da União em 05/01/2026, com vigência entre 31/12/2025 e 05/02/2027, e conta com um investimento de R$ 189.000,00.

O projeto tem como objetivo transformar o sítio, que guarda gravuras rupestres milenares, em um espaço de visitação turística educativa. A proposta alia preservação patrimonial e ambiental à geração de renda para os quilombolas, estabelecendo condições adequadas de manejo, conservação e acesso, sempre em conformidade com as normas de proteção do patrimônio cultural.

Entre as ações previstas estão:

  • Capacitação de guias quilombolas, valorizando os saberes tradicionais da comunidade.

  • Implantação de infraestrutura acessível, garantindo inclusão e segurança.

  • Criação de trilhas interpretativas, que promovem o turismo de base comunitária e práticas de baixo impacto ambiental.

O Fecho do Morro é reconhecido como um dos sítios arqueológicos mais expressivos da região, com gravuras que revelam a profunda relação ancestral entre povos e território. Sua preservação e interpretação, sob a ótica da arqueologia e da ecologia, convidam à reflexão sobre como sociedades antigas enfrentaram mudanças climáticas e sobre os ensinamentos que podem inspirar modos sustentáveis de viver hoje.

Além da valorização cultural e ambiental, o projeto integra educação patrimonial, economia circular e agroecologia comunitária, incentivando a produção artesanal local — como peças em palha de milho, doces e souvenirs inspirados na arte rupestre.

Assim, o Arqueoturismo na Lagoinha de Baixo se consolida como um exemplo de integração entre ciência, cultura e meio ambiente, fortalecendo o protagonismo quilombola e reafirmando a Chapada dos Guimarães como território de aprendizado, resistência e sustentabilidade.

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